• Saltar para o menu principal
  • Skip to main content

Comércio por Grosso e Retalho

Espaço de reflexão sobre o Comércio

  • COMÉRCIO RETALHO
  • COMÉRCIO POR GROSSO

Comércio Alimentar: como assegurar a garantia da saúde pública

9 de Outubro de 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

O comércio alimentar constitui uma área que interessa bastante à saúde pública: em toda a cadeia alimentar – desde a produção ao transporte dos alimentos e da sua transformação e preparação ao consumo, existem muitos e diferentes aspectos que se relacionam com a segurança alimentar no sentido de ser assegurada a garantia na disponibilidade de alimentos com qualidade nutricional e higiossanitária adequadas.

Como assegurar a saúde pública no comércio alimentar?

A questão do controlo da qualidade higiossanitária dos alimentos que estão disponíveis nos diferentes estabelecimentos do comércio alimentar é indispensável. 

O artigo 5º do Decreto-Lei nº 336/93, de 29 de Setembro define, entre outras competências da Autoridade de Saúde, algumas que são fundamentais no âmbito da Segurança Alimentar:

  • Promover a investigação em saúde e vigilância epidemiológica;
  • Vigiar o nível sanitário dos aglomerados populacionais, dos serviços, estabelecimentos e locais de utilização pública e determinar as medidas correctivas necessárias para a defesa da saúde pública;
  • Ordenar a suspensão da actividade ou o encerramento dos serviços, estabelecimentos e locais referidos na alínea anterior, quando funcionem em condições de grave risco para a saúde pública.

É também importante referir a ferramenta absolutamente imprescindível para aferir, monitorizar e controlar a saúde pública no comércio alimentar: HACCP – Hazard Analysis of Critical Control Points

O que é o HACCP

comércio alimentarO HACCP, que pode ser traduzido como Sistema de Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos, é uma metodologia reconhecida internacionalmente e utilizada pelas entidades do sector alimentar. 

Com a publicação, em 1991, de orientações sobre “a aplicação do HACCP como uma forma de redução da contaminação microbiológica” pela Comissão do Codex Alimentarius, criada pela Organização Mundial de Saúde e pelo Fundo da ONU para a Alimentação para desenvolver padrões de segurança alimentar e directivas, o HACCP tornou-se aceite internacionalmente.

Este sistema, de método preventivo, constitui uma importante ferramenta na protecção alimentar e a sua implementação previne/minimiza os riscos alimentares através da eliminação ou redução da probabilidade de ocorrência de uma eventual toxinfecção.

A análise de potenciais perigos para a saúde dos consumidores nas actividades do sector alimentar, a identificação das fases/locais onde esses perigos podem ocorrer e a decisão de quais os que são críticos para a saúde do consumidor são os principais objectivos do HACCP.

Esta metodologia permite que as entidades se focalizam nas fases e condições de produção críticas para a segurança alimentar, assegurando – através do seu controlo – que os seus produtos são seguros em termos de saúde dos consumidores.

Princípios do HACCP

São os seguintes princípios que integram o sistema:

  • Preparar uma lista de passos no processo onde perigos significantes ocorram e descrever as medidas preventivas;
  • Identificar os pontos críticos de controlo no processo;
  • Estabelecer limites críticos para medidas preventivas associadas a cada ponto crítico de controlo identificado;
  • Estabelecer a monitorização dos pontos críticos de controlo;
  • Estabelecer acções correctivas a serem tomadas quando a monitorização indicar um desvio de um limite crítico estabelecido;
  • Estabelecer procedimentos para verificar se o sistema HACCP está a funcionar correctamente;
  • Estabelecer procedimentos para arquivar os documentos do sistema HACCP.

A que requisitos obedece o HACCP?

De acordo com recomendações do Codex Alimentarius a aplicação prática destes princípios deve cumprir os seguintes pré-requisitos:

  • Definir os termos de referência no âmbito do Plano de HACCP;
  • Reunir a equipa de HCCP;
  • Descrever o produto;
  • Identificar o uso pretendido;
  • Elaborar um diagrama de fluxo;
  • Confirmação do diagrama de fluxo no local.

Cumpridos estes pré-requisitos, Revisão do Plano HCCP – após o seguimento rigoroso de todos os princípios – é o derradeiro objectivo que irá permitir que, entre a produção e a distribuição, o comércio alimentar não constitua uma ameaça para a saúde pública.

Arquivado em:COMÉRCIO RETALHO Marcados com:alimentos, autoridades de saúde pública, comércio, comércio alimentar, HACCP, saúde pública, segurança alimentar

Comércio alimentar, ecologia e ambiente: uma trilogia de progresso

9 de Agosto de 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

Do outro lado do progresso

A outra face do progresso das sociedades desenvolvidas é a destruição – destruição decorrente da sobre-exploração de matérias-primas, da ocupação sobredimensionada do espaço, das intensas – e imensas – actividades industriais, da contaminação da água, do ar, do solo, do aumento da população, do crescimento económico, da modernização das sociedades, do desenvolvimento tecnológico. Enfim.

Como parar?

Tende, este processo sistemático e contínuo, a agravar-se inexoravelmente. E será a ascensão, legítima, das sociedades em vias de desenvolvimento, a um nível de vida idêntico ao do das sociedades desenvolvidas nos moldes actuais, que fará colapsar o desenvolvimento humano? É urgente, e imperial, encontrar caminhos de progresso alternativos de futuro. 

O comércio, a ecologia e o ambiente

O progresso acelerou, dramaticamente, após a II Guerra Mundial, a industrialização da agricultura nos países mais desenvolvidos e fez iniciar o processo, em resultado da Revolução Verde das décadas de 1950 e 1960, em muitos dos países mais pobres. Estas tendências transformaram a produção alimentar por todo o mundo – as colheitas mundiais de cereais aumentaram 250%! Pois. Mas acontece que todo este processo se deu, e continua a dar, na dependência dos combustíveis fósseis – na forma de fertilizantes (os quais representam cerca de um terço do consumo de energia da agricultura), pesticidas, máquinas e equipamentos agrícolas alimentados a hidrocarbonetos e sistema de irrigação. Na verdade, estima-se que a agricultura industrializada consome cinquenta vezes o imput energético da agricultura tradicional.

Os constrangimentos geológicos quanto ao futuro da energia, conhecido como pico petrolífero (ou peak oil – o ponto a partir do qual a produção cessa de aumentar e começa o seu inevitável declínio a longo prazo), têm, entretanto, recebido particular atenção: prevê-se que com os consideráveis aumentos da procura de fósseis minerais pela China e Índia (economias emergentes) se consuma, nos próximos quarenta anos, a outra metade das reservas conhecidas. Um progresso negro – e em bico. Mas deixemos de brincar porque os impactos serão grandes.

Os impactos

progressoOs impactos vão sentir-se a vários níveis, claro, nomeadamente a nível alimentar – apesar de ser dada mais atenção a outros sectores, do que por exemplo ao comércio alimentar, como os sistemas de transportes, a produção industrial e energia de consumo doméstico.

A menos que seja urgentemente alterado este cenário, toda a segurança alimentar (quantidade e qualidade dos alimentos) se esfumará igualmente.

São, portanto, necessárias mudanças urgentes e eficazes para assegurar que as necessidades alimentares de todos os países sejam satisfeitas.

Tal envolverá a criação e implementação de um sistema agrícola de baixa energia, baixo input cada vez mais orgânico e localizado, e exigirá mudanças fundamentais na política energética e nas regras do comércio mundial.

A (boa)tendência do progresso

A tendência crescente para as práticas de exploração sustentável, baseada numa relação entre o consumidor e a procura mais aproximada e equilibrada (relação oferta e procura) – que respeita a biodiversidade, estimula o investimento e a auto-confiança locais, com métodos da agricultura orgânica ou biológica – parece ser um passo para reverter, ou minimizar talvez, a destruição anunciada do planeta onde destruição e progresso se fundem.

Arquivado em:COMÉRCIO RETALHO Marcados com:agricultura, comércio, comercio mundial, desenvolvimento, destruição, economias emergentes, industrialização, progresso, revolução verde

Produtos Típicos da Madeira: Vimes e Bordados em Arte

9 de Junho de 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

Os vimes e os bordados são produtos típicos da Madeira. Falar do Arquipélago da Madeira é referir, não apenas as paisagens fabulosas e a natureza fascinante, igualmente, a diversidade de produtos que constituem uma das imagens de marca da região e traduzem os hábitos, tradições e, enfim, a cultura do povo madeirense.

Os vimes da madeira

artesanato produtos típicos da MadeiraUm dos produtos típicos da Madeira é o resultado do trabalho com vimes. Saiba que o principal centro de vimes localiza-se na Freguesia da Camacha, onde se iniciou há muitos séculos o cultivo do vimeiro.

Daqui saem, lindos artefactos, cestos, móveis e animais apreciados em todo o mundo que foram, durante muitos anos, exportados em grandes quantidades para os Estados Unidos da América, África do Sul e Itália.

Os mais antigos trabalhos com vimes, de que há registo, para actividades agrícolas e para as lides domésticas, datam do século XVI. Da Camacha para o Funchal e para as freguesias no norte, especialmente para a Freguesia da Boaventura, a tradição dos vimes foi-se espalhando. E ainda bem!

Curiosamente terá sido um inglês, William Hinton, um dos grandes impulsionadores da indústria de vimes – quando incentivou um talentoso artesão da Camacha a construir uma cadeira, usando como matéria-prima o vime, de inspiração inglesa.

Reconhecidos internacionalmente como um dos produtos típicos da Madeira, genuínos, os vimes podem ser adquiridos em diversas lojas de comércio tradicional ao longo da ilha.

E os bordados?

Ai os bordados! Os bordados são outro dos produtos típicos da Madeira mais conhecidos e comercializados na Ilha: são os Bordados Madeira que, apesar de serem tradição desde o período de colonização do Arquipélago da Madeira, apenas a partir do século XIX passaram a ser reconhecidos a nível regional, nacional e internacional.

Saiba que o Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (IVBAM) é a entidade responsável pela certificação dos Bordados Madeira, Vinho Madeira e artesanato produzido no Arquipélago da Madeira?

A primeira mostra dos Bordados

bordado produtos típicos da MadeiraTerá sido em 1850 que os Bordados Madeira foram, pela primeira vez, na Exposição da Indústria Madeirense, apresentados ao público. Um ano mais tarde, apenas um ano, em 1851, estes produtos típicos da Madeira tiveram destaque no estrangeiro, nomeadamente em Londres, a pedido da Rainha Vitória.

E fica a saber que terá sido Miss Phelps, filha de um comerciante Britânico, que na época residia na baixa da cidade do Funchal, quem dinamizou esta arte. Daqui até serem criadas Casas de Bordado foi um passinho. Surgia, nessa altura, a garantia de qualidade e autenticidade sob a forma de um holograma.

Tamanha a procura e reconhecimento, os Bordados Madeira artesanais começaram a ser produzidos a uma escala industrial em meados do século XIX.  Mas terá sido em 1990 que se deu o boom de expansão a nível de industrialização e comercialização destes produtos típicos da Madeira para fora da Europa – nomeadamente para a América.

Os lindos bordados madeira são trabalhados a algodão, a linho, a organdi, a seda e a fibras sintéticas. Daqui nascem acrescentos ornamentais para camisolas, vestidos, toalhas de mesa, barras de lençóis, e lenços.

As belezas do Arquipélago da Madeira não se esgotam na beleza da paisagem: produtos típicos regionais como os vimes e os bordados fazem as delícias dos visitantes. Não deixe de experimentá-los!

Arquivado em:COMÉRCIO RETALHO Marcados com:Arquipélago da Madeira, artesanato, bordados, Bordados Madeira, comércio, comércio tradicional, produtos típicos da Madeira, vimes

Projecto TRASDEM – para o bom comércio na Europa

24 de Maio de 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

Projecto TRASDEM trocado por miúdos

O Projecto TRASDEM – Empowerment of social dialogue in trade sector as a contribution to the overarching EU employment and social policy changes é uma iniciativa de entidades representativas do sector do comércio com o objectivo de promover o diálogo social no sector do comércio da Eslovénia, Itália, Espanha e Portugal.

Objectivos

Combater o desemprego e as mudanças nas políticas sociais, para que seja possível alcançar os objectivos estabelecidos a nível europeu, para assim dinamizar o crescimento económico sustentável destes países – através de actividades organizadas, a nível sectorial e transnacional -, com a participação de empregadores e trabalhadores assim como de instituições nacionais e sectoriais são os objectivos do projecto TRASDEM.

Assuntos explorados

Os assuntos debatidos durante o projecto tiveram como objectivo obter avanços em matéria de diálogo social nos seguintes domínios:

  • projecto TRASDEMFlexisegurança;
  • modernização do mercado laboral;
  • qualidade do trabalho;
  • antecipação, preparação e gestão da mudança e reestruturação da mobilidade e migração;
  • emprego jovem;
  • envelhecimento activo;
  • inclusão e emprego digno;
  • promoção da igualdade de género nas estruturas directivas das estruturas sindicais e organizações patronais entre comités sectoriais e ao nível inter-profissional.

No decorrer

do projecto TRASDEM, foram realizados vários workshops com destaque para o assunto Eurocommerce e últimos desenvolvimentos e documentos ao nível da União Europeia, visitas de estudo com a representação dos parceiros do projecto (CCP, Confederação de Comércio da Catalunha, Associação de Negócios Eslovena da Região de Trieste e da Câmara de Comércio da Eslovénia), e de representantes dos sindicatos dos sectores do comércio de cada um dos países (Eslovénia, Espanha e Portugal) assim como alguns debates (e aqui o que nos interessa é saber que algumas das mesas redondas foram realizadas em Lisboa na Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) com representantes desta entidade, e da Associação de Distribuidores e Importadores de Produtos Alimentares (ADIPA), da Associação Nacional de Empresas de Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA), da União Geral de Trabalhadores (UGT) e demais países envolvidos).

Resultados dos debates

A maior conclusão no que concerne ao comércio europeu no âmbito deste projecto TRASDEM foi a de que existem grandes diferenças na legislação e nos acordos colectivos de trabalho de cada um dos países. Os parceiros concluíram que a legislação laboral sofreu alterações desde o início do projecto, em Dezembro de 2012, alterações tendentes a continuarem a acontecer até ao encerramento do projecto.

Para mais informações sobre o projecto consultar, apesar de estar numa língua imperceptível à grande maioria dos Portugueses, este site. De qualquer forma, poderá sempre ser solicitada informação adicional à Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) como representante oficial Portuguesa deste projecto TRASDEM.

Arquivado em:COMÉRCIO POR GROSSO Marcados com:Associação de Distribuidores e Importadores de Produtos Alimentares (ADIPA), Associação Nacional de Empresas de Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA), comércio, comércio europeu, Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), diálogo social, Empowerment of social dialogue in trade sector as a contribution to the overarching EU employment and social policy changes, Eurocommerce, legislação laboral, projecto TRASDEM, trabalho, União Geral de Trabalhadores (UGT)

O Comércio de alimentos e a Tecnociência na ordem do dia

6 de Maio de 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

Alimentos e tecnociênciaalimentos

Tanto a qualidade dos alimentos, como também a sua quantidade, foram apuradas – e depuradas – com os avanços na agricultura e pecuária: as técnicas de fertilização do solo e do controlo das pragas e, mais recentemente, a modificação genética dos animais e plantas de cultura conduziram a um maior rendimento na sua produção. 

A par a preparação dos alimentos passou por desenvolvimentos tecnológicos modificando-se, gradualmente, os utensílios e as técnicas de culinária dos alimentos.

O progresso técnico-científico originou uma nova dinâmica alimentar sem precedentes – as fontes de alimento tornaram-se cada vez mais dependentes da agricultura industrial e da aquicultura e das instalações industriais de produção de animais, técnicas que apontam para maximizar a quantidade de alimentos produzida por um lado e, por outro lado, minimizar o custo. Máquinas e sistemas variados (debulhadora, semeadora automática, tractores, sistemas de rega e drenagem, etc.) são a realidade dos tempos e a introdução dos fertilizantes e dos pesticidas permitiu que o rendimento aumentasse exponencialmente.

Mudança nos hábitos

Novos hábitos e novas exigências e possibilidades oferecidas pelas tecnologias são o reflexo da evolução das sociedades: as refeições são também oferecidas pré-preparadas para o consumo imediato nos restaurantes e quejandos. Com efeito as empresas alimentares e afins têm, constantemente, de conseguir gerar resoluções a diversos desafios para permanecerem no mercado e darem resposta às questões envolvidas na constante evolução da necessidade de comer: os alimentos são fonte de vida.

Cientistas e tecnólogos juntos

Alcançar ferramentas que lhes permitam, a cientistas e tecnólogos, entender as situações e dar-lhes resposta à luz dos conhecimentos e competências que possuem é o desafio. Os tecnólogos alimentares são especialistas essenciais na produção de alimentos seguros e de elevada qualidade, de forma organizada e planeada, dentro de determinados pressupostos económicos e éticos pois detêm um conhecimento profundo das matérias-primas, do seu manuseamento, do seu processamento, do seu controlo e do desenvolvimento de novos produtos, oferecendo ao consumidor alimentos seguros, convenientes e saudáveis.

O agronegócio

Preocupação constante do agronegócio é a adaptação e reestruturação da cadeia produtiva, por forma a transformar o produto in natura em produto industrializado – conferindo-lhe mais durabilidade e valor de mercado e, também,  dispensando a participação de intermediários em sua comercialização.

Segurança e Qualidade no meio da ciência e da tecnologia: sempre

Segurança e qualidade, sempre no centro dos debates técnico-científicos, captam a atenção naquilo que é a competitividade, o mercado, a logística, a água e a energia. Neste âmbito, assumem especial relevo as boas práticas de fabrico bem como a monitorização e vigilância do sistema alimentar até ao nível do consumidor. A cadeia da produção e distribuição da carne, por exemplo, ainda é frágil quanto à prevenção de problemas sanitários e há ainda muito o que fazer. Um outro aspecto que interessa imenso aos agentes do agronegócio é o facto do consumidor ainda não poder obter uma refeição completa e diversificada na área de frutas e produtos vegetais industrializados.

É é por isso que…

Parcerias entre o sector produtivo e a investigação, além de optimizar os recursos, ampliam as possibilidades de solução dos problemas e abrem caminho para novos produtos de acordo com a tendência de consumo e a melhoria de processos – e o desenvolvimento dos produtos transgénicos recai nesta grande finalidade. Este tema polémico está no centro de importantes debates que aguardam decisões no reino dos alimentos e do comércio.

Arquivado em:COMÉRCIO POR GROSSO Marcados com:alimentos, bens de consumo, ciência, comércio, comércio alimentar, equipamentos, jornais, máquinas, produtos transgénicos, tecnociência, tecnologia

Comércio de Proximidade: Também, e não só, Tradicional

6 de Maio de 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

É fácil confundir comércio de proximidade com comércio tradicional, principalmente porque existe já a ideia feita de que o comércio tradicional está mais próximo do cliente. Mas será mesmo mesmo assim?

O que é o comércio?

Afinal de contas, o comércio não é mais do que o elemento do sistema geral da distribuição, mesmo ali posicionado entre a produção e o consumo de bens e serviços, com a função de disponibilizar as mercadorias ao consumidor – pessoa, empresa ou instituição.

Por sua vez, o conceito de comércio de proximidade refere-se ao espelho do comércio próximo da sua procura física mas principalmente social, cultural, patrimonial e comercial. Ora neste conceito cabe o de comércio tradicional – assim como o de comércio de rua, comércio independente, entre outros.

Comércio de proximidade não é sinónimo de comércio tradicional!

comércio de proximidadePara que não restem dúvidas, o comércio de proximidade abarca o comércio tradicional e no sentido em que o primeiro tende a ser o oposto do segundo. Confuso? Explico: no comércio tradicional as práticas de negócio, de gestão e da actividade do dia a dia estão orientadas para o tradicional e não para a vanguarda tecnológica e eficiência proporcionada pela modernidade. Ora isto é o oposto do que se pretende com o conceito de comércio de proximidade que está, cada vez mais, menos tradicional!

Comércio e distribuição

A acumulação das funções de venda por grosso e a retalho, geralmente praticadas pelos grandes grupos económicos, tem vindo a acarretar a substituição do conceito de comércio pelo de distribuição. Mas será apenas uma questão de linguagem e de utilização frequente da palavra provocadas pela mistura do que efectivamente se passa.

A distribuição é um sector de actividade que inclui a aquisição de bens, essencialmente da área do alimentar, aos fornecedores – porventura integrados a montante na produção – para revenda aos consumidores finais. Surge, então, daqui a divisão da distribuição em dois grupos de actividade:

  • a montante do comércio por grosso, que inclui cooperativas grossistas, cadeias grossistas e operadores grossistas de menor dimensão, sendo este o fornecedor tradicional do pequeno retalho do comércio tradicional (mercearias, drogarias, padarias e pastelarias, talhos, peixarias e os mercados locais) e grande parte do canal Horeca (hotéis, restaurantes e cafés);
  • a jusante do comércio a retalho.

O comércio a retalho

O que inclui, então, o comércio a retalho?

  • o canal Horeca, que se abastece junto do comércio por grosso e, em alguns casos, de forma directa e crescente no sector do aprovisionamento;
  • o retalho tradicional;
  • as cadeias retalhistas de menor dimensão e de âmbito regional;
  • os grandes grupos retalhistas: minimercados, supermercados e hipermercados.

Como vê, o conceito de comércio a retalho é imenso – pois compreende todo o conjunto de actividades que se sucedem desde que os bens são produzidos até ao seu uso final pelos consumidores. Isto inclui um vasto leque de serviços paralelos a montante e a jusante da venda – como será exemplo a assistência técnica disponibilizada por inúmeros comerciantes aos consumidores após a concretização da compra em si!

Bem visto, o comércio de proximidade é um comércio a retalho!

O comércio de proximidade é tradicional mas também chega ao espaço urbano moderno. Uma coisa é certa: está em constante evolução e, por isso, o conceito não pode ser rígido…

Fonte da imagem

Arquivado em:COMÉRCIO RETALHO Marcados com:comércio, comércio de proximidade, comércio tradicional, distribuição

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Página 2
  • Página 3
  • Go to Next Page »

Comércio por Grosso e Retalho

Powered by: Made2Web Digital Agency.

  • Política Cookies
  • Termos Utilização e Privacidade
  • Mapa do Site