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Comércio por Grosso e Retalho

Espaço de reflexão sobre o Comércio

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Comércio Mundial: Projecções da OMC para 2014 e 2015

1 de Julho de 2020 by olinda de freitas Deixe um comentário

O crescimento do comércio mundial, e suas previsões para o presente ano e para 2015, foi recentemente revisto pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Esta é uma informação avançada pelo site Dinheiro Digital.

Projecções dos economistas da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre o comércio mundial avançam para uma diminuição do seu crescimento para 2015

comércio mundialDe acordo com as projecções dos economistas da Organização Mundial do Comércio o comércio mundial deverá crescer 3,1% em 2014, menos do que os 4,7% estimados em Abril, para posteriormente progredir 4,0% em 2015 – valor que corrige os 5,3% noticiados na projecção anterior.

A justificação para este cenário, de acordo com a Organização Mundial do Comércio, prende-se com a expansão económica (PIB) global que terá sido mais fraca do que o que se esperava na primeira metade de 2014. Consequência: a procura de importações baixou.

Acrescente-se que, em termos das perspectivas para o comércio mundial, o segundo semestre está condicionado por diversos factores, nomeadamente o impasse das negociações comerciais entre os EUA e a UE.

A interferir no processo de crescimento do comércio mundial estão igualmente os riscos acrescidos pelas tensões geopolíticas regionais (Ucrânia e Médio Oriente) e a epidemia do ébola.

De acordo com a mesma fonte foi a Ásia quem liderou o crescimento das exportações na primeira metade de 2014, com um aumento de 4,2%, seguida da América do Norte (+3,3%) e da Europa (+1,2%). No que concerne a importações a América do Norte levou a dianteira, com variação de 3,0%, seguida da Ásia (+2,1%) e, por fim, da Europa (+1,9%). Declínios foram registados na América do Sul, quer nas exportações como nas importações.

A organização Mundial do Comércio e as suas importantes funções no comércio mundial

Com diferentes órgãos subsidiários que supervisionam comités em diferentes áreas do comércio mundial, a Organização Mundial do Comércio possui as funções de gerir os acordos que compõem o sistema multilateral de comércio e servir de fórum para comércio nacional no sentido de firmar acordos internacionais. É esta organização internacional que supervisiona a adopção dos acordos e respectiva implementação pelos membros da organização, ou seja, verifica as políticas comerciais nacionais.

Função igualmente muito importante que a Organização Mundial do Comércio desempenha no comércio mundial refere-se ao sistema de resolução de controvérsias – o que a destaca entre outras instituições internacionais. Este mecanismo foi criado para solucionar os conflitos gerados pela aplicação dos acordos sobre o comércio internacional entre os membros desta organização.

Será importante referir que é obrigação desta organização que trata do comércio mundial realizar, pelo menos a cada dois anos, uma Conferência Ministerial que escolhe um director geral com o mandato de quatro anos que é, actualmente, o brasileiro Roberto Azevedo.

Arquivado em:COMÉRCIO POR GROSSO Marcados com:2014, 2015, comercio mundial, ébola, Médio Oriente, negociações comerciais entre os EUA e a UE, OMC, Organização Mundial do Comércio, tensões geopolíticas regionais, Ucrânia

Comércio alimentar, ecologia e ambiente: uma trilogia de progresso

9 de Agosto de 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

Do outro lado do progresso

A outra face do progresso das sociedades desenvolvidas é a destruição – destruição decorrente da sobre-exploração de matérias-primas, da ocupação sobredimensionada do espaço, das intensas – e imensas – actividades industriais, da contaminação da água, do ar, do solo, do aumento da população, do crescimento económico, da modernização das sociedades, do desenvolvimento tecnológico. Enfim.

Como parar?

Tende, este processo sistemático e contínuo, a agravar-se inexoravelmente. E será a ascensão, legítima, das sociedades em vias de desenvolvimento, a um nível de vida idêntico ao do das sociedades desenvolvidas nos moldes actuais, que fará colapsar o desenvolvimento humano? É urgente, e imperial, encontrar caminhos de progresso alternativos de futuro. 

O comércio, a ecologia e o ambiente

O progresso acelerou, dramaticamente, após a II Guerra Mundial, a industrialização da agricultura nos países mais desenvolvidos e fez iniciar o processo, em resultado da Revolução Verde das décadas de 1950 e 1960, em muitos dos países mais pobres. Estas tendências transformaram a produção alimentar por todo o mundo – as colheitas mundiais de cereais aumentaram 250%! Pois. Mas acontece que todo este processo se deu, e continua a dar, na dependência dos combustíveis fósseis – na forma de fertilizantes (os quais representam cerca de um terço do consumo de energia da agricultura), pesticidas, máquinas e equipamentos agrícolas alimentados a hidrocarbonetos e sistema de irrigação. Na verdade, estima-se que a agricultura industrializada consome cinquenta vezes o imput energético da agricultura tradicional.

Os constrangimentos geológicos quanto ao futuro da energia, conhecido como pico petrolífero (ou peak oil – o ponto a partir do qual a produção cessa de aumentar e começa o seu inevitável declínio a longo prazo), têm, entretanto, recebido particular atenção: prevê-se que com os consideráveis aumentos da procura de fósseis minerais pela China e Índia (economias emergentes) se consuma, nos próximos quarenta anos, a outra metade das reservas conhecidas. Um progresso negro – e em bico. Mas deixemos de brincar porque os impactos serão grandes.

Os impactos

progressoOs impactos vão sentir-se a vários níveis, claro, nomeadamente a nível alimentar – apesar de ser dada mais atenção a outros sectores, do que por exemplo ao comércio alimentar, como os sistemas de transportes, a produção industrial e energia de consumo doméstico.

A menos que seja urgentemente alterado este cenário, toda a segurança alimentar (quantidade e qualidade dos alimentos) se esfumará igualmente.

São, portanto, necessárias mudanças urgentes e eficazes para assegurar que as necessidades alimentares de todos os países sejam satisfeitas.

Tal envolverá a criação e implementação de um sistema agrícola de baixa energia, baixo input cada vez mais orgânico e localizado, e exigirá mudanças fundamentais na política energética e nas regras do comércio mundial.

A (boa)tendência do progresso

A tendência crescente para as práticas de exploração sustentável, baseada numa relação entre o consumidor e a procura mais aproximada e equilibrada (relação oferta e procura) – que respeita a biodiversidade, estimula o investimento e a auto-confiança locais, com métodos da agricultura orgânica ou biológica – parece ser um passo para reverter, ou minimizar talvez, a destruição anunciada do planeta onde destruição e progresso se fundem.

Arquivado em:COMÉRCIO RETALHO Marcados com:agricultura, comércio, comercio mundial, desenvolvimento, destruição, economias emergentes, industrialização, progresso, revolução verde

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