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Comércio por Grosso e Retalho

Espaço de reflexão sobre o Comércio

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Será Mesmo a China a Maior Potência Comercial do Mundo?

26 de Fevereiro de 2020 by olinda de freitas Deixe um comentário

A China passou a ser a maior potência comercial do mundo batendo os EUA , conforme referencia o site Negócios Online. Mas será mesmo assim? 

Especialista em Estudos Internacionais põe em causa a China enquanto maior potência comercial do mundo

potência comercial do mundoDe acordo com a especialista Zhang Monan não será bem assim – será mais uma ilusão visto que “Desde a década de 90, a China tem estado a construir o seu “comércio de aperfeiçoamento passivo” – mediante o qual importa “inputs” intermédios de outros países, elabora-os ou monta-os e depois exporta-os – levando a relação do comércio de produtos intermédios face ao comércio externo a crescer rapidamente.

Os “inputs” intermédios abrangem cerca de 28% das exportações mundiais, mas 40% das exportações totais da China. Tendo em conta que o comércio tradicional é baseado no país de origem, a segmentação do valor acrescentado e da divisão internacional do trabalho em múltiplos níveis podem distorcer os dados do comércio.”

A especialista refere, quanto ao facto de a China ser a maior potência comercial do mundo, o modelo do “comércio triangular” – a China importa quantidades bem relevantes de “inputs” intermédios dos países do este asiático, como o Japão e a Coreia do Sul, e depois passa a exportar os produtos finais para os Estados Unidos. Ora este facto revela que há permissão para uma grande redundância na documentação comercial.  Refira-se que, por exemplo, em 2010 mais de um quarto dos 19 biliões de dólares do mundo em exportações foi contabilizado mais do que uma vez na China…

China: a maior exportadora mundial graças às actividades de baixo valor acrescentado como o processamento e a montagem

Há uma inegável falta de capacidade de investimento da Chima em investigação e inovação – e daí a sua aposta, desde sempre, e dependência – nas actividades de baixo valor acrescentado como o processamento e a montagem. Esta é mais uma das conclusões da pesquisa que sustenta o porquê de a China ser líder mundial na indústria low cost e mão de obra intensiva.

Esta vantagem competitiva estará, no entanto, com os dias contados em virtude do aumento dos salários e da descida do dividendo demográfico e, como refere a especialista, ” a sua baixa posição nas cadeias de valor mundiais significa que os benefícios reais das suas exportações continuam a ser muito inferiores aos das economias avançadas como os Estados Unidos, que se especializam na tecnologia avançada e produção de grande valor acrescentado”.

Considerando a actual combinação de subida dos custos laborais e de baixo valor acrescentado coexiste um cenário insustentável e para que a China passe de um país comercial grande a potência comercial do mundo tem mesmo de aumentar a sua produtividade – só assim o sector da indústria consegue acrescentar maior valor às exportações aos bens de consumo interno.

Em boa verdade, foram sido transferidas para a China  – e a partir do Japão, Coreia do Sul, Singapura, Taiwan e Hong Kong – gigantes quantidades de trabalho de elaboração e montagem com grande densidade de mão-de-obra. Ora o mesmo se passou com os excedentes comerciais dessas economias. E este processo contribuiu, como diz Zhang Monan, “para os grandes – e muito criticados – desequilíbrios comerciais com os Estados Unidos e a União Europeia, os mercados finais mais importantes dos produtos industriais elaborados na China.”

Os números, está visto, podem não ser aquilo que parecem. 

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Produtos Oriundos da China: A Boa Etnização Comercial

29 de Janeiro de 2020 by olinda de freitas Deixe um comentário

Os produtos oriundos da China entraram em Portugal para ficar – é a chamada etnização comercial que começou com o aparecimento e a multiplicação de armazéns, e lojas, dedicados especialmente à venda destes produtos.

Produtos oriundos da china: o início

Tudo começou com a entrada da China, em finais de 2001, na Organização Mundial do Comércio e a posterior, e consequente, abolição de quotas de importação dos seus produtos, em 2005, que acarretou significativas consequências no mercado mundial – com reflexos óbvios também em Portugal.

Na verdade os produtos oriundos da China são fonte de concorrência económica e, logo, uma ameaça aos comerciantes locais. A importação de produtos chineses, nomeadamente dos ramos têxtil e do calçado, a baixo preço interfere no tecido empresarial português e também nas pequenas superfícies comerciais, no comércio independente de rua em particular.

Relações comerciais dinâmicas

produtos oriundos da ChinaMas calma aí que o fluxo comercial relativamente aos produtos oriundos da China também é um acrescento positivo! A presença de imigrantes chineses em Portugal estimula e mobiliza o cosmopolitismo. Ora este é um aspecto altamente favorável para o desenvolvimento do comércio e integração das cidades nas redes mundiais de comércio.

Não percebeu bem? Explico: a procura do exotismo dos produtos chineses origina um crescimento de dinâmicas de produção flexíveis – o que significa novas relações económicas e crescimento dos serviços em um processo de reestruturação económica e diversificação dos gostos de consumidores.

Haja sinceridade: os consumidores beneficiam com a presença da comunidade chinesa em termos de maior oferta, preços mais baixos, acesso a novos produtos, novos costumes, gastronomia, entre outros!

A estratégia Chinesa: uma combinação esperta

Saiba que o sucesso dos produtos oriundos da China não é segredo nem milagre. Há estudos que indicam claramente que as relações comerciais dos chineses resultam da conjugação de circunstâncias indissociáveis que podem ser estruturadas em três dimensões fundamentais, também chamadas combinações de oportunidades e recursos, de suporte às estratégias empresariais dos imigrantes chineses. São elas:

  • recursos pessoais;
  • oportunidades étnicas;
  • oportunidades estruturais.

As estratégias empresariais dos imigrantes chineses não são mais do que o resultado das interacções dinâmicas e criativas entre os recursos individuais, as oportunidades étnicas e as oportunidades estruturais.

O caso da Varziela, Vila do Conde

É sabido que em Vila do Conde, mais propriamente na Zona Industrial da Varziela, há uma enorme concentração de imigrantes chineses. Mas o que diferencia a comunidade chinesa, e a sua relação no comércio de produtos oriundos da China, das restantes?

Sem sombra para dúvidas: a inter-ajuda co-étnica que a comunidade chinesa promove! e nas mais variadas dimensões!

Meta bem os olhinhos na comunidade chinesa: há o espírito empreendedor de cada um mas o grande objectivo é a ascensão social de todos.

Ora isto, esta forma de estar e de pensar faz-nos compreender a independência – além de favorecer o acolhimento. Há que reconhecer a importância estratégica das redes co-étnicas: a mobilização de recursos faz-se com base no capital social.

E as vantagens?

As vantagens são variadas e vão desde o acesso a informação privilegiada dos mercados a explorar, ao apoio no capital necessários aos
primeiros investimentos e passam igualmente pelo acesso a fornecedores e a uma rede de funcionários co-étnicos.

Ademais a existência de infra-estruturas adequadas e, em especial, a possibilidade de acesso à propriedade é um factor preponderante para a fixação destas comunidades em Portugal, como por exemplo na Varziela, em que a comunidade chinesa comprou ou alugou armazéns abandonados e transformou-os em espaços comerciais onde trabalham quase só chineses e tiram partido dos contactos com a produção chinesa. Inteligente, não?

Já parou para pensar na dinâmica que o comércio ganhou com os produtos oriundos da China ou tudo o que faz é criticar e negar-se a ir a lojas chinesas? Talvez esteja ainda um pouco na ignorância acerca de como tudo se passou e cresceu e nem saiba das vantagens que acrescentam…

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