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O Futuro do Comércio de Agentes de Bebidas em Portugal

O Futuro do Comércio de Agentes de Bebidas em Portugal

COMÉRCIO POR GROSSO | 1 de Junho, 2024 | Revisto a 9 de Junho, 2024

LEITURA | 12 MIN

O setor de agentes de bebidas em Portugal tem enfrentado uma série de transformações nos últimos anos. Desde o impacto da pandemia até às novas tendências de consumo e inovações tecnológicas, os agentes de bebidas têm de se adaptar rapidamente a um mercado em constante mudança. Este artigo explora o futuro do comércio de agentes de bebidas em Portugal, destacando os principais desafios e oportunidades que se avizinham.

Principais Conclusões

  • A pandemia trouxe desafios significativos, mas também abriu portas para novas oportunidades de inovação e sustentabilidade.
  • As associações, como a ANEBE, desempenham um papel crucial no apoio aos agentes de bebidas, promovendo iniciativas de colaboração e sustentabilidade.
  • O canal On-Trade continua a ser de extrema importância para o setor de bebidas em Portugal, apesar dos desafios enfrentados.
  • As preferências dos consumidores estão a evoluir, com uma maior abertura para experimentar novos produtos e uma crescente preocupação com a sustentabilidade.
  • A inovação é essencial para o futuro do setor, com empresas a investirem em novas tecnologias e estratégias para se manterem competitivas.

Impacto da Pandemia no Comércio de Agentes de Bebidas

Desafios Enfrentados Durante a Crise Sanitária

A pandemia de Covid-19 trouxe desafios sem precedentes para o comércio de agentes de bebidas em Portugal. Mais de metade das empresas de comércio e restauração reportaram quedas de vendas superiores a 50% desde a chegada do vírus ao país. Além disso, mais de 70% das empresas inquiridas revelaram que contraíram dívidas para cobrir os prejuízos, e 60% acreditam que terão de recorrer a um plano de proteção de credores no próximo ano. O canal On-Trade, que representa cerca de 70% do mercado de bebidas espirituosas na Ibéria, foi altamente penalizado, enquanto o Off-Trade conseguiu crescer e ganhar quota de mercado.

Medidas de Recuperação Pós-Pandemia

Para mitigar os efeitos da crise, várias medidas de recuperação foram implementadas. Entre elas, destacam-se os apoios financeiros do governo e a flexibilização de restrições para o setor. As empresas também adotaram estratégias inovadoras, como a venda através de plataformas de delivery, apesar das restrições de horários de venda. Estas medidas foram cruciais para a sobrevivência de muitas empresas durante este período conturbado.

Perspectivas Futuras

O futuro do comércio de agentes de bebidas em Portugal apresenta-se com desafios, mas também com oportunidades. A adaptação às novas realidades de consumo e a aposta em canais alternativos, como o e-commerce, serão fundamentais. A resiliência demonstrada pelo setor durante a pandemia é um indicativo positivo para a sua capacidade de recuperação e crescimento a longo prazo.

Inovação e Sustentabilidade no Setor de Bebidas

A inovação é um pilar fundamental para o setor de bebidas em Portugal. A inovação foi, é e terá que, cada vez mais, fazer parte do nosso ADN. As empresas têm investido em novas tecnologias e processos para garantir a sustentabilidade e a eficiência na produção e distribuição de bebidas. A responsabilidade ambiental é uma prioridade, com iniciativas que visam reduzir o impacto ambiental e promover a economia circular.

Estratégias de Sustentabilidade

As estratégias de sustentabilidade no setor de bebidas incluem a adoção de práticas que minimizam o uso de recursos naturais e a emissão de poluentes. As empresas estão comprometidas com a criação de um sistema eficiente e eficaz, garantindo a responsabilidade ambiental que todas preconizam. Entre as metas definidas na Diretiva (UE) 2019/904, destaca-se a taxa de retoma de 77% em 2025 e acima dos 90% a partir de 2029 para as embalagens de bebidas em plástico.

Iniciativas de Inovação

A inovação no setor de bebidas abrange desde a reinvenção de produtos até a ampliação de gamas. O sucesso das fórmulas bio e dos produtos disruptivos, como os alimentos biológicos, vegan e funcionais, é um reflexo da capacidade do setor em se adaptar às novas tendências de consumo. A tecnologia é um motor essencial para a alimentação do futuro, sempre levando em conta a segurança alimentar e nutricional.

Responsabilidade Ambiental

A responsabilidade ambiental no setor de bebidas é evidenciada pelo compromisso das empresas em criar um sistema eficiente e eficaz. Estas empresas produzem, distribuem e vendem embalagens de bebidas de uso único até 3 litros em Portugal, assumindo a responsabilidade alargada do produtor (RAP). A promoção de projetos coletivos, estudos setoriais, consultoria jurídica, informação para associados e eventos para a economia portuguesa são algumas das ações que reforçam este compromisso.

O Papel das Associações no Apoio aos Agentes de Bebidas

A ANEBE é a associação que, em Portugal, representa os interesses das pequenas, médias e grandes empresas de bebidas espirituosas. O esforço tem sido sempre no sentido de conseguir apoios para os agentes económicos mais lesados. Convém não esquecer que, pela atomização que existe na hotelaria em Portugal, a maior parte dos negócios é familiar. É uma preocupação não só em termos de negócio, mas sobretudo social.

Constituído por empresas da indústria das bebidas e dos retalhistas que operam em Portugal, como a Coca-Cola, Central de Cervejas, Sumol+Compal, Super Bock Group e Unilever (que constituem a Associação Circular Drinks e que representam 90% de quota da Indústria de Bebidas Refrescantes) e as insígnias Auchan, Intermarché, Lidl, Mercadona, Pingo Doce e MC (que constituem a Associação SDRetalhistas, representando 80% do mercado total português), o SDR Portugal tem vindo a trabalhar com os mais diversos agentes do setor.

As empresas que produzem, distribuem e vendem embalagens de bebidas de uso único até 3 litros em Portugal assumiram como compromisso no âmbito das suas estratégias de sustentabilidade e no âmbito da Responsabilidade Alargada do Produtor (RAP), criar um sistema eficiente e eficaz, garante da responsabilidade ambiental que todas preconizam.

Tendências de Consumo de Bebidas em Portugal

Preferências dos Consumidores

Os consumidores portugueses têm demonstrado uma crescente preferência por bebidas com menor teor alcoólico e menos calorias. Portugal é o segundo mercado mundial onde a Pernod Ricard lançou a categoria de “low-alcohol”, refletindo uma tendência para estilos de vida mais saudáveis. Esta mudança é impulsionada por um consumidor que valoriza cada vez mais o equilíbrio e a sustentabilidade.

Impacto das Novas Gerações

As novas gerações, especialmente os millennials e a geração Z, estão a moldar o mercado de bebidas em Portugal. Estas gerações são conhecidas por serem mais recetivas a experimentar novas bebidas e por terem uma maior consciência ambiental. A inovação e a sustentabilidade são fatores cruciais para captar a atenção deste público.

Evolução do Mercado

O mercado de bebidas em Portugal tem evoluído significativamente nos últimos anos. Em 2020, o consumo dos portugueses sofreu um ligeiro decréscimo, mas a recuperação económica tem sido notável. A introdução de novas categorias de bebidas e a adaptação às preferências dos consumidores têm sido fundamentais para esta evolução. A tendência para um consumo mais consciente e equilibrado é evidente, e espera-se que continue a crescer nos próximos anos.

Desafios e Oportunidades no Comércio de Bebidas

O mercado das bebidas em Portugal é altamente competitivo, com várias marcas a disputarem a preferência dos consumidores. A inovação foi, é e terá que, cada vez mais, fazer parte do nosso ADN para se destacar neste ambiente. As empresas precisam de se adaptar rapidamente às mudanças e oferecer produtos diferenciados para manter a sua quota de mercado.

Apesar dos desafios, existem várias oportunidades de crescimento no setor. A exportação tem sido uma área promissora, com mercados como a China a registarem um aumento significativo nas importações de bebidas portuguesas. Além disso, o canal digital, embora ainda pequeno, tem mostrado um crescimento de três dígitos, indicando um potencial futuro.

A capacidade de adaptação é crucial para o sucesso no comércio de bebidas. O canal On-Trade, que pesa cerca de 70% no mercado ibérico, foi altamente penalizado durante a pandemia, mas continua a ser um canal relevante. As empresas que conseguem ajustar as suas estratégias e manter a customer centricity têm maiores chances de sucesso.

Importância do Canal On-Trade para o Setor de Bebidas

Relevância do Canal On-Trade

O canal On-Trade, que inclui bares, restaurantes e hotéis, é crucial para o setor de bebidas espirituosas em Portugal. Este canal representa cerca de 70% do mercado ibérico de bebidas espirituosas, destacando-se como um pilar fundamental para a construção de marcas e para a experiência de consumo. A pandemia trouxe desafios significativos, mas também sublinhou a importância de uma estratégia centrada no cliente, permitindo às empresas reagirem e adaptarem-se a contextos adversos.

Desafios no Canal On-Trade

Durante a pandemia, o canal On-Trade foi altamente penalizado, com muitas empresas a enfrentarem dificuldades para manter a sua presença e relevância. No entanto, a única janela que permaneceu aberta foi o Off-Trade, onde algumas empresas conseguiram crescer acima da categoria e ganhar quota de mercado em valor. Este cenário evidenciou a necessidade de uma abordagem flexível e adaptável, capaz de responder rapidamente às mudanças no comportamento dos consumidores.

Estratégias de Sucesso

Para garantir o sucesso no canal On-Trade, as empresas devem focar-se em várias estratégias:

  • Parcerias estratégicas: Colaborações com outras entidades podem ajudar a levar as marcas até onde estão os consumidores.
  • Inovação digital: Embora o digital tenha crescido significativamente, a sua participação nas bebidas espirituosas ainda é reduzida. No entanto, é crucial continuar a desenvolver parcerias e estratégias digitais, especialmente para alcançar as gerações mais jovens e tecnológicas.
  • Experiência de consumo: Manter a essência das marcas através do “perfect serve” e do mixing é fundamental para preservar a alma das companhias e das suas marcas.

A importância do canal On-Trade em Portugal é inegável, e as empresas que conseguirem adaptar-se e inovar terão uma vantagem competitiva significativa no mercado de bebidas espirituosas.

O Futuro do Comércio de Bebidas Espirituosas

O mercado de bebidas espirituosas em Portugal tem enfrentado desafios significativos nos últimos anos. A pandemia trouxe uma queda drástica no consumo, especialmente porque as bebidas espirituosas estão associadas a convívio em grupo, algo que deixou de existir. No entanto, o canal alimentar cresceu em muitas categorias, fruto dessa transferência forçada, mas contranatura.

A inovação é crucial para a recuperação e crescimento do setor. A "customer centricity" tem permitido a algumas empresas, como a Pernod Ricard Portugal, reagir e adaptar-se ao contexto adverso, conseguindo continuar a conquistar quota de mercado em valor. O digital também cresceu três dígitos, mas a partir de uma base muito pequena, e a sua participação nas bebidas espirituosas continua a ser reduzida.

Os consumidores estão a voltar-se para o consumo dentro do lar, mas isso não compensa o que é culturalmente esperado. Mesmo na compra "on-demand", através das plataformas de delivery, havia restrições de horários de venda, o que refreou um pouco a compra de bebidas espirituosas. A parceria com a Univum.pt foi uma forma encontrada para levar as marcas até onde estavam os consumidores, mas retirar a experiência de consumo, do "perfect serve" e do mixing é retirar a "alma" do que é a companhia e as suas marcas.

O futuro do comércio de bebidas espirituosas em Portugal dependerá da capacidade das empresas de inovar e adaptar-se às novas realidades de consumo, mantendo a essência e a experiência que estas bebidas proporcionam.

Conclusão

O futuro do comércio de agentes de bebidas em Portugal apresenta-se como um desafio complexo, mas também repleto de oportunidades. A inovação contínua e a adaptação às novas realidades de mercado serão cruciais para a sustentabilidade e crescimento do setor. Apesar das dificuldades económicas e sociais que se avizinham, a resiliência demonstrada pelos agentes económicos, aliada a uma forte aposta na responsabilidade ambiental e na diversificação de produtos, poderá garantir um futuro promissor. A colaboração entre empresas e a capacidade de resposta rápida às mudanças do mercado serão determinantes para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgirem.

Perguntas Frequentes

Qual foi o impacto da pandemia no comércio de agentes de bebidas em Portugal?

A pandemia teve um impacto significativo no comércio de agentes de bebidas em Portugal, com desafios como a diminuição da procura, restrições operacionais e dificuldades financeiras. No entanto, medidas de recuperação têm sido implementadas para mitigar esses efeitos.

As bebidas espirituosas vão sofrer uma desvalorização no preço médio devido à crise?

Não se espera uma desvalorização significativa do preço médio das bebidas espirituosas em Portugal, apesar da crise. As consequências da pandemia são graves, mas o setor tem mostrado resiliência.

Como a inovação está a ser incorporada no setor de bebidas?

A inovação é uma parte essencial do setor de bebidas, com empresas a adotarem novas tecnologias, produtos e práticas para se manterem competitivas e atenderem às expectativas dos consumidores.

Qual é o papel da ANEBE no apoio aos agentes de bebidas?

A ANEBE representa os interesses das empresas de bebidas espirituosas em Portugal, oferecendo apoio através de advocacy, networking e iniciativas de sustentabilidade e responsabilidade social.

Quais são as tendências de consumo de bebidas em Portugal?

As tendências de consumo de bebidas em Portugal incluem uma crescente preferência por produtos premium, bebidas com baixo teor alcoólico e opções mais sustentáveis, influenciadas pelas novas gerações de consumidores.

Qual a importância do canal on-trade para o setor de bebidas?

O canal on-trade é crucial para o setor de bebidas em Portugal, representando uma parte significativa das vendas. No entanto, enfrenta desafios como a adaptação às novas normas de segurança e mudanças no comportamento dos consumidores.

Miguel Costa

Miguel Costa

Bio

MBA em Gestão Empresarial pela Universidade Nova de Lisboa

Experiência: Com mais de 18 anos de experiência em comércio e gestão de negócios, Miguel já ajudou a lançar e a expandir várias empresas de sucesso.

Outras informações: É um palestrante regular em eventos de empreendedorismo e escreveu vários artigos sobre estratégias de negócios.

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